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A Banalização do Sexo

É fato que as pessoas vivem em um mundo totalmente diferente - diferente da época de meus avós e de muita gente que viveu o período da ditadura militar e da censura no Brasil. Quem imaginaria pessoas nuas e seminuas na televisão? Quem imaginaria que uma pessoa dançaria praticamente nua na avenida e teria cobertura da mídia? Quem poderia sequer pensar em discutir sua intimidade sexual ao vivo, em um canal televisivo, tendo milhares de telespectadores? Recentemente, lá estava eu mudando de canal, quando me deparei com uma pessoa apresentando um programa com a participação do público. Para meu espanto, era um programa sobre sexo. Isso mesmo, sexo! Não era sobre sexualidade do ponto de vista técnico, era um programa onde as pessoas falavam de suas experiências sexuais antigas e novas. Nesse canal, falava-se sobre traições, aberrações, desvios e tudo que se possa denominar de pornográfico e de desvio de conduta. Entretanto, não agüentei por muito tempo e tive de usar meu direito de desligar...

Tenha Ânimo!

Quantas vezes você ouviu a expressão de conforto: tenha ânimo! Recobre o ânimo! “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!”? Essa pequena palavra: ânimo provém do latim animu e pode significar, segundo o Aurélio, “espírito, alma, mente, gênio, índole, disposição resoluta e inalterável, em face de situações difíceis”. Pode também significar “coragem, vontade”. Então, quando alguém disser a você: recobre o ânimo! Significa para você ter coragem e seguir em frente! Contudo, uma pergunta fica no ar: quais sãos as motivações para você recobrar esse ânimo? Em que bases sólidas você deve sustentar sua coragem e seguir em frente? Você, hipoteticamente, caiu, arranhou-se e feriu-se. Alguém fala para você aquela frase de sabedoria quase popular, “cair faz parte da vida” ou “para aprender a andar, uma criança precisa aprender a cair”. Que bonito! Que frase cheia de significado! Chegamos a nos emocionar nesse instante de “sublime sabedoria”! Todavia, a pergunta ainda persiste: qual a motivaç...

O Tempo: Jóia Preciosa

A ceia está posta à mesa. Os convivas chegaram e as fragrâncias dos perfumes se confundem em meio ao salão. Os sorrisos e o brilho estampado nos rostos revelam uma grande expectativa. O esvoaçar dos vestidos e as roupas ajustadas e com brilhos, muitas de cor branca, revelam crenças, esperanças e costumes. As horas passam e os minutos são contatos como nunca antes fora. De repente, alguém pede atenção de todos e em coro começam a contar: dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um! Concomitantemente ao som de um estouro de um champanhe e de fogos aos céus, ouve-se: Feliz ano novo! Os cumprimentos se intensificam em abraços e, por telefone, se fala com aqueles que estão distantes, desejando-lhes um feliz ano novo! Ao som de “adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize, no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”, as esperanças são renovadas no infante ano. Essa história se repete ano após ano. As pessoas criam uma expectativa exacerba...

Com que armas lutaremos?

Cornelius Van Til (1895-1987), antigo professor de apologética do Westminster Theological Seminary, apesar de não ser tão conhecido em nosso cenário e nem traduzido, se faz presente na epistemologia reformada e, principalmente, na formação de seu talentoso aluno, Francis Schaeffer (1912-1984). Em sua “Apologetics”, obra não publicada em português, Van Til nos diz que a defesa da fé não deve ser apenas nas “trincheiras”, aguardando os ataques dos inimigos. Nós devemos ir ao campo inimigo como “espias” que sempre carregam suas armas para possíveis confrontos. Se guardarmos bem a nossa fortaleza e usarmos dos recursos disponíveis para a defesa de nosso “forte” (o Teísmo Cristão), “não haverá, então, lugar para o inimigo. Nós travamos uma guerra tanto ofensiva como defensiva. As duas coisas não podem ser separadas. Mas, nós não precisamos deixar o forte para travarmos uma batalha ofensiva” (Cornelius Van Til, Christian Apologetics, New Jersey, Presbyterian and Reformed Publishing Company, ...

Autonomia: a prisão da liberdade e a solidão social

Século 21; era dos telefones celulares que são verdadeiros computadores de bolso. Época da evolução dos Mp3’s, aparelhos de TV individual nos celulares e em tamanho que cabe em uma mão; óculos com TV e amizades virtuais pela internet, inclusive jogos de computador com o qual o jogador pode criar uma segunda vida (Second Life) virtual e viver e relacionar-se com personagens criados eletronicamente. A Internet diminuiu o mundo em um simples clicar. O encurtamento das distâncias geográficas, entretanto, não significa que as pessoas se tornaram mais felizes ou menos solitárias. Apesar dos avanços tecnológicos, houve uma regressão nos relacionamentos interpessoais. Os indivíduos se tornaram cada vez mais individualistas e avessos às leis. O curioso dessa aversão às leis é que não existe liberdade sem legislação que garanta essa liberdade. É só repensar a história que veremos que direitos foram conquistados com lutas e com leis que garantem esses direitos. Na era do vazio, como bem falou Gil...

Aborto; aborte essa idéia!

O aborto não é novidade no mundo. Parece que, desde a antiguidade, era praticado por alguns povos. Os gregos usavam como controle de natalidade. “Era preconizado por Aristóteles como método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas. Por sua vez, Platão opinava que o aborto deveria ser obrigatório, por motivos eugênicos, para as mulheres com mais de 40 anos e para preservar a pureza da raça dos guerreiros. Sócrates aconselhava às parteiras, por sinal profissão de sua mãe, que facilitassem o aborto às mulheres que assim o desejassem. Já Hipócrates, em seu juramento, assumiu o compromisso de não aplicar pessário em mulheres para provocar aborto” (Néia Schor & Augusta T. de Alvarenga In: O Aborto: Um Resgate Histórico e Outros Dados, http://www.fsp.usp.br/SCHOR.HTM , acesso em 18/10/2007). Parece que, ao longo dos séculos, o aborto se tornou mais comum em vários países, seja por motivos econômicos e sócio-demográficos ou pela liberdade indivi...

O Cristianismo sem Cruz

Milhares de anos se passaram e um evento histórico nunca foi esquecido. Primeiramente, um personagem histórico chamado Jesus. Homem simples, mas que arrogava para si o título de Deus. Para muitos de sua época, era apenas o filho do Carpinteiro. Contudo, para aqueles que andavam com ele, chamados de discípulos, era o Filho de Deus. Jesus de Nazaré, filho de José e Maria, mudou a história da humanidade. Para aqueles que não acreditaram em sua mensagem, apenas um homem. Mas, para os que creram em sua pregação, simplesmente: “o caminho, a verdade e a vida”. Dentro da história polêmica desse personagem, existiram fatos significativos e, por que não dizer, cruelmente fantásticos. Um desses fatos é a morte dele. Segundo as Escrituras Sagradas, Ele era Justo, bom, íntegro e puro. Entretanto, se entregou voluntariamente nas mãos perversas de seus algozes, pois ele mesmo disse: “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espont...