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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por secularização

Secularização – desafio da igreja moderna

A palavra secularização tem seu significado definido pelo Aurélio, da seguinte forma: [De secularizar + -ção.] S. f. 1. Ato ou efeito de secularizar(-se). 2. Fenômeno histórico dos últimos séculos, pelo qual as crenças e instituições religiosas se converteram em doutrinas filosóficas e instituições leigas. 3. Transferência de um bem clerical a uma pessoa jurídica de direito público. 4. Tomada de terras e bens da Igreja pelos nobres, ocorrida durante a Reforma Protestante. Os Guinness a define o termo como sendo o “processo pelo qual a influência decisiva de idéias e instituições religiosas foi neutralizada em sucessivos setores da sociedade e cultura, tornando menos significativas as idéias e, mais marginais, as instituições religiosas. Em especial, ele se refere a como nossa consciência e modo de pensar modernos são restritos ao mundo dos cinco sentidos.” [1] A segunda definição do Aurélio e a definição de Os Guinness são bem apropriadas. Secularização é o arrefecimento da ação ...

Andarilhos da fé

Andar ilhos da fé Por. Rev. Ricardo Rios Melo No dia 24 de agosto de 2011, a Isto É publicou a seguinte matéria: “O Novo retrato da Fé no Brasil”.   O artigo traz a triste constatação do avanço da secularização na igreja: “ Esse fenômeno, conhecido como secularização, revelou o enfraquecimento da transmissão das tradições, implicou a proliferação de igrejas e fez nascer a migração religiosa, uma prática presente até mesmo entre os que se dizem sem religião ” (Isto É , 24 de agosto de 2011, p. 60).   Dentro da matéria, há a afirmação de que esses evangélicos não praticantes provavelmente estão experimentando outras crenças. Diz a revista que os neopentecostais “ trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela não serve mais ”. O artigo foi fundamentado em pesquisas do Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde também se constatou “ que evangélicos de origem que não mantêm vínculos com a crença saltaram, e...

Os limites entre o sagrado e o profano

Sagrado e profano, o que significaria isso em pleno século 21? Uma das características da pós-modernidade é esvaziar ou dar um novo significado às palavras. Esse tipo de atitude foi chamado por Francis Schaeffer de falácia semântica. O significado da palavra sagrado vem do latim sacratu. Segundo o Aurélio, significa o que se sagrou ou que recebeu a consagração; concernente às coisas divinas, à religião, aos ritos ou ao culto; sacro, santo, inviolável, puríssimo, santo, sacrossanto, profundamente respeitável; venerável, santo, que não deve ser tocado, infringido, violado. Já a palavra profano, oriunda do latim profanu, significa o oposto do sagrado: não pertencente à religião. Contrário ao respeito devido às coisas sagradas, não sagrado, secular, leigo. Na era “pós-moderna”, as palavras já não dizem o que querem dizer. Esse tipo de comportamento é fácil de entender: quando uma pessoa quer que algo ou que alguma palavra perca o sentindo pretendido, é só usá-la constantemente em seu dia-a...

O Céu pode esperar

O C é u pode esperar Por Rev. Ricardo Rios Melo Ao pensar nesse título, deparei-me com o filme de comédia com o mesmo nome. O título desse filme em inglês é Down to Earth , que poderia ser traduzido por De Volta à Terra – o que faria mais sentido levando em consideração a sinopse da película que nos relata que um comediante que sonhava em fazer sucesso morre por engano dos anjos e, por conta disso, tem uma nova chance em outro corpo. Bom, se quiserem saber mais do filme, é só pesquisar ou assisti-lo mesmo. O meu intuito é falar sobre o tema O Céu pode Esperar. Existe um adágio que versa sobre o seguinte: todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer. Eu tenho percebido que as pessoas perderam toda a perspectiva sobre o Céu. Não querer morrer faz parte da natureza humana, uma vez que fomos criados por Deus para vivermos eternamente. Portanto, dentro da perspectiva humana, isso é compreensível. Porém, não querer ir para o céu é um mal que tem sua raiz na secularizaç...

Os “desigrejados” dentro da igreja - É o hábito que faz o crente ou crente que faz o hábito?

Os “desigrejados” dentro da igreja - É o hábito que faz o crente ou crente que faz o hábito? Rev. Ricardo Rios Melo É perceptível a fraqueza espiritual que vivemos em nossas igrejas. Uma religiosidade “socialite” ou para usarmos a palavra da moda, “cristianismo caviar”.  Parece que muita gente se conforma com o simples fato de uma religião de adesão e de contrastes: “sou crente, não sou católico”, “sou crente não sou...”   Quando somos definidos pelo antagônico, perdemos a tão almejada identidade, pois quem nos garante que o outro permanece estático? Como tomar por referência o outro se o outro não sabe quem ele é? Na era chamada líquida, por Zygmunt Bauman, os conceitos são voláteis. A não solidez é permanente; e a única imobilidade é a própria mobilidade. Como propor posição em contraposição? O século passado, o século XX, foi denominado, por Eric Hobsbawm, como a era dos extremos. Em sua análise, a história do século XX pode ser vista por períodos de catást...