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Por que sofremos? As pessoas sempre nos perguntam: se Deus é bom, por que existe o sofrimento? Essa pergunta é inquietante. Quando respondemos que o sofrimento tem sua origem no início de tudo, quando o homem desobedeceu a Deus no jardim do Éden, parece que o homem moderno a ridiculariza. “A resposta cristã - a de que usamos nosso livre-arbítrio para nos tornar muito maus – é tão conhecida que é quase desnecessário mencioná-la. Contudo, é bem difícil reavivar essa doutrina na mente dos homens de hoje e até mesmo dos cristãos de nossos dias. Quando os apóstolos pregavam, eles poderiam supor até mesmo em ouvintes pagãos uma real consciência de merecimento da cólera Divina. Os mistérios pagãos existiam para aliviar essa consciência, e a filosofia epicurista afirmava libertar os homens do medo do castigo eterno. Foi contra esse pano de fundo que o Evangelho surgiu na forma de boas-novas de uma cura possível a homens que se sabiam mortalmente doentes. Mas tudo isso mudou. O Cristian...

Entre o abismo do mundo

Entre o abismo do mundo Lá estava um homem, velho. Olhando para longe. Entre ele e um ponto distante, havia um abismo. Com bastante persistência, ele percebe que ao longe não era um ponto que ele mirava, mas pessoas que, de tão distantes que estavam, pareciam formigas se movimentando. De repente, surge no horizonte um perigo terrível. Aquelas pessoas que estão do outro lado do abismo serão destruídas. O homem tenta de todas as maneiras avisar sobre o perigo iminente: brada, pula, acena, mas sem êxito. Em desespero, tenta fazer uma ponte para alcançar o outro lado do abismo. Ele passa um bom tempo fazendo isso. Ao final, consegue chegar perto daquelas pessoas. Vê, em cada rosto, sua semelhança. Ele se espanta ao perceber que as pessoas são tão semelhantes, mas não entendem nada do que ele fala. É a mesma língua, são os mesmos sinais, contudo não conseguem compreendê-lo. Então, ele apela para recurso visual, tenta pintar em cores vivas o perigo que lhes sobrevém. Eles olham para a...

SER MEMBRO DE UMA IGREJA, EU PRECISO DISSO?

SER MEMBRO DE UMA IGREJA, EU PRECISO DISSO? Quem nunca ouviu alguma dessas frases: “eu creio do meu jeito” ou “não preciso ir à igreja para ser crente ou para crer em Deus”? Recentemente, essas frases ganharam um grande reforço por intermédio de publicações de livros que incentivam as pessoas a não buscaram a igreja. A idéia é que não existe respaldo para uma religião constituída. Bom, é verdade que a Bíblia não estipulou que a igreja seria Presbiteriana, Batista, Assembléia, Metodista ou qualquer outra denominação, não! Mas, será verdade afirmar que não precisamos da Igreja? E, se precisamos da igreja, o que ela realmente é? Segundo Don Kistler, “As igrejas do Novo Testamento eram igrejas visíveis e locais. Elas se reuniam em lugar específico. Mateus 18.20 fala de umas poucas duas ou três reuniões no nome de Cristo. Atos 11.26 fala que a igreja de Antioquia, onde os discípulos foram pela primeira vez chamados de cristãos, reunia-se com o propósito de ser ensinada. Paulo escreve...

Sou Cristão, e daí?

Sou Cristão, e daí? Há muito que ser cristão não passa apenas, para muita gente, de uma pergunta respondida em fichas de emprego ao se perguntar sobre religião. As pessoas respondem as fichas de emprego ou as perguntas de curiosos. Depois de se identificarem como cristãs, as pessoas definem que tipo de cristão são: católicos, presbiterianos, batistas, pentecostais, tradicionais etc. Bom, após essa identificação mais precisa, deveríamos pensar que já poderíamos traçar um perfil comportamental da pessoa, pois religião tem a ver com implicações profundas na personalidade de alguém. Não é sem motivo que Max Weber elabora uma tese reconhecida e estudada mundialmente avaliando o comportamento dos calvinistas puritanos: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Contudo, dizer ser cristão no século XXI não tem surtido muito efeito. As pessoas falam: sou cristão, e daí? Se alguém fosse considerado cristão, seguidor de Cristo, no primeiro século no período de Jesus, isso signifi...

Disse Venter: haja célula sintética, e houve célula sintética.

Disse Venter: haja célula sintética, e houve célula sintética. A criação de uma “célula sintética”, liderada pelo famoso cientista J. Craig Venter, levanta o velho questionamento sobre o poder do homem de produzir vida em laboratório: a jocosa idéia de “brincar de Deus”. Venter foi o mesmo que participou da equipe que mapeou o genoma humano e tem se consagrado pela rapidez e determinação em suas pesquisas. Ele também é famoso por quebrar o estereotipo do cientista recluso e voltado apenas para fins humanitários. J. Craig Venter é considerado, por muitos de seus colegas e pela mídia, como alguém vaidoso. Para termos uma idéia, o instituto que desenvolveu a célula sintética leva o seu nome completo: J. Craig Venter. Ele é um homem que gosta de curtir a vida e desfrutar de sua fortuna: espólios de suas conquistas científicas. Venter entra para a História, não só pelo gênio científico, mas por ter uma personalidade destoante dos demais cientistas, principalmente dos antigos gêni...