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O barato de ser crente ou o crente barato?

Na reportagem da Veja dessa semana que passou, foi-nos relatada a história de diversos jovens que aderiram a um novo estilo de vida, o estilo: crente. Para esses jovens, o barato é dizer não às drogas, ao álcool, ao sexo antes do casamento, é serem rejeitados ou discriminados pelo seu jeito crente de ser. O articulista da matéria chega a colocar que “Como é comum em grupos de alto teor de crença religiosa, a eventual discriminação vira motivo de orgulho.” A avaliação desse novo grupo que surge, dos evangélicos, a priori, parece-nos boa. Contudo, algo nos chama atenção. Sutilmente, o escritor nos fala das aproximações e dos contrastes dessa “cultura jovem crente” com a cultura jovem. Os jovens crentes podem namorar, mas não podem fazer sexo. Podem dançar, mas sem sensualidade. Podem beber bastante açaí e paquerar bastante sem excessos. Até aí, nos parece um bom protótipo. Contudo, existem nuances importantes no bojo do texto que não devemos deixar de destacar. Há alguns aspectos na per...

Outra vez domingo

Mais uma semana se passou. Chegamos ao domingo; o primeiro dia da semana. É um dia de rotinas: acordar cedo para ir à igreja; aguardar o término da Escola Bíblica Dominical para almoçar; no fim da tarde outro culto e estamos novamente na igreja. Parece que esse ritual, essa rotina tem deixado muitos crentes cansados. O caos da cidade grande e as distâncias e congestionamentos levam muitos a desistirem de sair de suas casas para enfrentar o “enfadonho” domingo. Se todos os domingos são iguais, para que se deslocar de sua casa e enfrentar tamanho obstáculo? Você já participa assiduamente das programações semanais da igreja, aprendendo das Sagradas Escrituras com o pastor e orando nas reuniões de oração. Por que você deveria sacrificar seu precioso domingo? Se você faltar o domingo pela manhã e for só à noite ou faltar um, dois, três ou mais domingos, o que isso lhe trará de mal? Aliás, Deus não é seu patrão para demiti-lo, não é verdade? O domingo, para muitos, se tornou um peso, um fard...

Você é um corredor?

Na história da humanidade, temos bastantes elementos para afirmarmos que existe, de algum modo, nos seres humanos, um “espírito” ou “instinto” de competição. Esse espírito é algo que faz com que esses homens busquem a superação dos seus limites e dos outros. As olimpíadas estão inseridas nesse aspecto competitivo. Existem fortes indícios de que os elementos culturais fazem parte do espírito aguerrido dos homens. Contudo, saber quem veio primeiro, “o ovo ou a galinha”, seria um exercício tautológico sem fim – ou seja, saber se esse espírito é inato ou construído requereria estudos mais abrangentes que esse breve arrazoado e, muito provavelmente, andaríamos em círculos. Vejamos a cultura grega. Perceberemos que os gregos trazem esse “espírito” competitivo em sua formação. “A competição entre as cidades gregas, fruto do espírito agnóstico tão presente em todos os aspectos da cultura grega, pode ser documentada, a partir da época arcaica, no freqüente estado de beligerância que domina a hi...

Será a predestinação um empecilho à evangelização?

Em algumas reuniões de concílios, tenho me deparado com alguns índices e questionamentos intrigantes. Um desses índices é que o presbiterianismo nem aparece nas pesquisas. Estamos, segundo os estudiosos, na coluna estatística: outras denominações. O questionamento que é feito sobre esse índice é por que o presbiterianismo não cresce na mesma proporção das demais igrejas? Uma das respostas está alicerçada no paradigma metodológico: a Igreja Presbiteriana do Brasil segue métodos bíblicos e algumas dessas denominações crescem em detrimento da doutrina; até mesmo negociando-a. Outro argumento que nos é dado é a respeito da doutrina presbiteriana que faz com que as pessoas se acomodem. Para que evangelizar se os eleitos serão salvos? Como tentativa de resposta a essa pergunta, teremos que recorrer a alguns pontos que foram extraídos do Remonstrance (protesto). O Remonstrance foi um protesto realizado em 1610, feito pelos discípulos de Jacob Arminius - pastor da Igreja Holandesa Reformada qu...

Onde estão nossas lágrimas?

Há muito, “num relatório da Conferência Estudantil Missionária de 1900, há no apêndice uma declaração: CASO houvesse um único cristão no mundo e ele trabalhasse e orasse durante um ano para conquistar um amigo para Cristo, e CASO, então, essas duas pessoas continuassem a cada ano a conquistar mais uma pessoa, e “CASO cada pessoa que também foi trazida ao reino conduzisse a cada ano uma outra pessoa a Cristo”. A progressão matemática revelou que ao final de 31 anos haveria mais de dois bilhões de cristãos. Alguns talvez duvidem da validade dos cálculos, os quais estão inteiramente fora do domínio das leis da probabilidade ou das promessas da Palavra de Deus. Outros talvez questionem o acerto de um cálculo que parece levar em conta que todos os que se tornarem cristãos estarão vivendo durante todo aquele período de 31 anos, embora saibamos que aproximadamente um trigésimo da população da terra morre a cada ano. Deixando tais indagações de lado, quero simplesmente considerar o princípi...

Tudo sob controle – de quem?

Ano conturbado esse, não acham? Gente jogando criança pela janela; mulheres seqüestrando crianças recém-nascidas na maternidade; crianças morrendo em hospitais por atacado; soldados entregando pessoas a criminosos. Sem falarmos da política que continua a mesma. Mas, para completar esse semestre, “o menino João Roberto Amorim Soares, 3 anos, teve a morte confirmada no final da tarde desta segunda-feira no Hospital Copa D'Or (zona sul do Rio). A criança foi atingida durante perseguição policial, na noite de domingo (6), na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca (zona norte). Policiais são acusados de disparar pelo menos 16 tiros no carro da família do menino, que teve morte cerebral confirmada na manhã de ontem. Os dois PMs envolvidos na operação foram presos no 6º Batalhão Tijuca ( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u420133.shtml ). A violência, antes vista de um prisma distante, pálido e em preto em branco nos jornais impressos, adentrou nossos lares pelas ...

Vamos ao cinema?

Fim de semana. A hora foi marcada e os ingressos já foram obtidos. Antes de entrar na sala, comprar pipocas e refrigerante, para alguns, é indispensável. Ir ao toalete também é uma boa pedida para não perdermos o filme. O filme começa. Ao lado, percebemos casais de namorados que não estão nem um pouco interessados no enredo do filme. O barulho da pipoca é extremamente desagradável em filmes de suspense. Algumas pessoas não se contentam em só assistirem o filme; comentam o tempo todo e fazem cenas dramáticas se transformarem em comédia, pois riem o tempo todo. Outros parecem sofrer de hiperatividade. Não param quietos na cadeira em nenhum momento; só dão sossego quando vão ao toalete cerca de quatro vezes ou mais. Para completar, temos, de um dos lados da sala, os críticos de filmes, aqueles que nunca escreveram um roteiro sequer ou que nunca escreveram algo que valha a pena, mas são exímios críticos. São tão perspicazes que comentam cada expressão dos artistas e de suas falas. Contudo,...