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Uma igreja relevante

Uma igreja relevante
Há muito se fala de que a igreja precisa ser relevante. Arautos da Teologia da Missão Integral dizem que a igreja tradicional perdeu sua relevância. Perdeu seu papel na sociedade. A questão inicial é que a relevância da igreja é essencial, substancial. Ela procede inequivocamente do desejo de Deus de construir sua igreja. Portanto, sua relevância procede de Deus. Para não ser leviano, devemos admitir que o que a teologia da missão integral e afins querem dizer é que a instituição humana igreja (como denominação humana) perdeu sua eficácia na sociedade. Em artigo bastante instigante, o diretor de programas da Visão Mundial, Maurício J.S. Cunha, nos faz a seguinte pergunta:
Uma pergunta que cabe a todos nós, especialmente aos líderes eclesiásticos é: se sua igreja, num piscar de olhos, desaparecesse da comunidade onde está inserida, o que a comunidade ao redor ia achar disso? Infelizmente, a resposta sincera a esta pergunta denunciaria a quase completa irrelevância de…

Corpos descartáveis: uma breve análise de uma sociedade perversa

Corpos descartáveis: uma breve análise de uma sociedade perversa Rev. Ricardo Rios Melo
Estamos em fevereiro ainda, mas já passou o carnaval. Carnaval, para algumas pessoas, é sinônimo de “pegação”. Pegação é uma gíria popular para “azaração”, que é outra gíria para “ficar” que significa ter relações sexuais com pessoas estranhas ou conhecidas sem compromisso.  A ideia é simples: beijar e se agarrar com desconhecidos e, se possível, fazer sexo “seguro” sem a segurança de que depois ficarão juntos para sempre. Aliás, juntos para sempre é démodé para esse grupo. Olhando os programas dos canais fechados ou abertos da televisão, é nitidamente comprovado que o sexo saiu do antigo tabu para a banalidade. Muita gente faz sexo como um compulsivo por doces chupa uma bala e descarta o papel. Não se tem critério algum. Aplicativos de encontros foram criados para pessoas que querem o famoso sexo casual: sem compromisso. Casais casados (nos moldes antigos) estão aderindo ao relacionamento aberto com …

Pela janela da vida

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Pela janela da vida Rev. Ricardo Rios Melo
A vida é cheia de surpresas, diz o senso comum. Essa frase entende que a vida tem vida própria. Ela é totalmente desorganizada, mas tem seu ritmo próprio. Mas, se ela tem ritmo, esse não é descadenciado. Entretanto, dizem os especialistas do acaso, a vida tem seu próprio curso.
O tempo também é autônomo para uma parte das pessoas. Ele é curador de doenças emocionais e algoz do corpo. O tempo, segundo o senso comum, é invisivelmente senhor da vida. Contudo, a vida não tem senhorio para os donos da vida.
É... você deve ter achado confuso esse início de discussão, não é? Pois é... confuso mesmo. A única certeza que a maioria das pessoas têm é “Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
”.  Somos passageiros, segundo essa ideia, e o trem para em estações que ele mesmo escolheu. Você não tem controle de nada.
Há dentro dessa ótica da “vida louca vida” os que acreditam que existe uma energia poderosa que controla a vida, …

Enquanto as luzes não se apagam – uma breve avaliação do crescimento do ódio ao Natal

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Enquanto as luzes não se apagam – uma breve avaliação do crescimento do ódio ao Natal  Rev. Ricardo Rios Melo Todo dia 25 de dezembro, da era presente, é marcado por uma grande controvérsia: o Natal. O Natal tem sua origem mais provável no paganismo. Dizem os estudiosos que a igreja de Roma fez uma substituição de diversas datas pagãs por comemorações cristãs. Isso pode ser chamado de cristianização da cultura. Credita-se, de modo geral, ao imperador romano Constantino, nascido na cidade de Naissus, em fevereiro de 272, e falecido em 27 de maio de 337, a façanha de transformar rapidamente a cultura romana de uma cultura helenizada a uma releitura cristã. Poeticamente falando, já que não se pode afirmar categoricamente que sua mudança tenha sido desse jeito, Constantino teria se convertido ao Cristianismo após um sonho onde derrotaria o exército inimigo usando uma cruz nos escudos de seus soldados. Realmente ele venceu, mas se o sonho existiu ou foi exatamente o que se imaginou e se prop…