quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Seja Ambicioso – uma mensagem de início do ano 2015

Seja Ambicioso –  uma mensagem de início do ano 2015



Queridos, tivemos um ano de vitórias, derrotas, alegrias, choros, ganhos, perdas, ou seja, nenhuma novidade debaixo do sol. Individualmente, obtivemos ou alcançamos metas, deixamos de alcançar outras, fomos persistentes e desistentes.
Todo ano é a mesma coisa: adeus ano velho, feliz ano novo! Expectativas renovadas e sonhos são refeitos ou esperados. Prometemos coisas que dificilmente cumpriremos: correr, fazer ginástica e, como cristãos, que seremos mais zelosos.
Essas promessas fazem parte de um “estado de espírito” que se apodera de nós. É contagiante as luzes, a alegria, os próprios fogos.  O réveillon, que significa: ano bom, ou novo ano, é uma festa de origem pagã. Segundo a enciclopédia aberta, a Wikipédia:

O ano-novo do calendário gregoriano começa em 1 de janeiro (Dia do Ano Novo), assim como era no calendário romano. Existem inúmeros calendários que permanecem em uso em certas regiões do planeta e que calculam a data do ano-novo de forma diferente. A comemoração ocidental tem origem num decreto do imperador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte) - uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). O povo romano era politeísta, ou seja, adorava vários deuses diferentes, e não existe nenhum relato de que o povo judeu que viveu nessa mesma época tenha comemorado o ano novo, tampouco os primeiros cristãos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-Novo).

O calendário ocidental foi implantado, da maneira que nós temos hoje, pelo “imperador Júlio César (100-44 a.C.)” que “ introduziu, em 46 a.C., o ano de 365 dias, baseado em um modelo utilizado pelos egípcios, sem alterar os nomes dos meses” (http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-origem-dos-nomes-dos-meses).
Cada mês do ano tem um nome relacionado a uma divindade ou festividade romana, entretanto, julho e agosto tem uma história diferente: “Os primeiros seis haviam sido nomeados em homenagem a deuses e festividades romanas e os seguintes, de acordo com sua ordem numérica - mas julho e agosto foram posteriormente rebatizados em homenagem a Júlio César e seu sucessor, César Augusto (63 a.C.-14 d.C.)” (http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-a-origem-dos-nomes-dos-meses).
Portanto, janeiro, o mês tão esperado por todos é uma homenagem a Jano: deus das portas. Um dos mais antigos deuses romanos: “Jano dos mais antigos deuses do panteão romano, filho de Creusa e Apolo. É representado por caras opostas, uma olha para frente e outra olha para trás, como se examinasse as questões por todos os seus aspectos. Orador eloquente, a ponto de frequentar o foro, é o deus das portas, dos começos e dos finais” (http://online.seuhistory.com/deuses/panteao/romano/jano.html).
Perceba, que apesar de salutar a reflexão do ano que passou e a uma projeção e projeto para o ano vindouro, essa forma de abordar o réveillon, mesmo que inconscientemente, é oriunda de Jano, que tinha uma cara voltada para frente e outra para trás.
Não há nada de mal no fato de olharmos para o ano que passou e ponderarmos nossos feitos, defeitos, refeitos. Não há nada de terrível em usar a mitologia como alegoria ou como ela é de fato: mitológica. No entanto, existem pessoas que, muitas vezes sem perceber, são místicas: celebram o ano de maneira mágica, fantasiosa, religiosa. Essa expectativa se aproxima, de certo modo, do pensamento mágico da criança. Há certa proteção psíquica, pois aguardar que os “deuses” trarão bons presentes e que a vida ruim será transformada de um dia para o outro, em uma vida feliz e menos angustiante, é uma esperança, no mínimo, ingênua e própria da criança.
A pessoa adulta que passou por experiências e que deveria aprender com elas, deve ter notado, ao longo do tempo, que um ano é apenas mais um ano. Não existe nenhuma mudança radical que não seja provocada por circunstancias alheias ao nosso controle ou pelas intempéries da vida. Essas mudanças nunca são bem-vindas para nós.
 As mudanças mais significativas e positivas nas passagens de ano têm mais a ver com os propósitos que estabelecemos para ele. Tem a ver com nossas ambições na vida. A palavra ambição, invariavelmente em nossa sociedade, tem o sentido negativo e egoístico. Ambição, para muita gente, tem o significado de egoísmo, de passar por cima de todos para obter lucro ou posição almejada, contudo, a ambição nem sempre é negativa. Ela também tem o sentido de uma vontade intensa que move o sujeito para alcançar seus objetivos. Tem sentido de perseguir seus sonhos e transformá-los em ideais de vida.
Dave Hare escreve um livro, editado pela FIEL, sobre o resgate da ambição verdadeira e para glória de Deus. A ideia de uma ambição humilde, pois é serva da vontade e dos objetivos corretos, focados em Deus e na Sua glória.
O economista e palestrante famoso, Carlos Hilsdorf, escreve um artigo onde ele defende a ambição com ética. O artigo propõe resgatar o sentido adequado da ambição e separa a ambição com ética da ganancia. Ele crê que a rejeição à ambição provém da confusão que as pessoas fazem da etimologia das palavras:
Pessoas ambiciosas buscam se superar continuamente – e isso é bom – desde que suas metas sejam éticas. Devemos lembrar que o processo de inovação é essencialmente realizado por profissionais ambiciosos que buscam incessantemente o novo. Confundir ambição com ganância é a causa de muitas pessoas matarem suas reais possibilidades diante das oportunidades e desafios da vida em seus aspectos pessoais e profissionais.  A ambição associada à ética é saudável. Porém, um ambicioso sem ética se torna facilmente um ganancioso. Pessoas que se valem de quaisquer recursos para obter o que desejam, doa a quem doer e custe o que custar, não são ambiciosas, são gananciosas. Para compreender que ambição e ética são perfeitamente compatíveis, basta deixar clara a diferença entre ambição e ganância e as repercussões de cada uma delas. Derivada do latim, a expressão que deu origem à palavra ambição tratava da ação de cercar por todos os lados as possibilidades de alcançar elevada condição, um forte desejo de alcançar um objetivo” (Fonte: Ambição e Ética | Portal Carreira & Sucesso )

Portanto, seguindo a ideia mitológica, mudando o que deve ser mudado: trocando a ideia mágica pela ideia simbólica, devemos planejar esse ano vindouro com a realidade adulta de que a verdadeira mudança vem de dentro de cada um de nós. É a forma que enxergamos e que encaramos o mundo que nos cerca e o futuro que se aproxima que faz diferença no dia-a-dia. Jesus disse que os olhos são janelas da alma. É claro que Ele falava acerca da salvação e da gritante rejeição de uma geração má e não receptiva a mensagem do Messias, pedindo sinais, sem enxergarem que a Luz do mundo estava diante deles: “São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. Lc 11:34 .

Faça um proposito em sua vida: tenha ambições corretas em varias áreas de sua vida:

1.     Espiritual: não entenda que existem duas vidas: uma espiritual e outra secular, pois todos que estão em Cristo são espirituais, vivem no Espírito (Rm 8.9), portanto crie metas de ser mais diligente com a palavra, oração, assiduidade nos trabalhos da igreja, santificação em todas as áreas da vida, leitura da palavra e de livros que te enriqueçam, comunhão com os irmãos e fraternidade, trabalho da igreja local se dispondo a fazer e não só encontrar as coisas prontas, crescimento visível na vida cristã: pare para pensar no passado e veja sua evolução na vitória contra os pecados. Estabeleça metas possíveis, bíblicas e SEMPRE contando com o Espirito Santo. Pregue a palavra. Evangelize. Não seja omisso.  

2.     Trabalho: verifique em sua vida se o seu trabalho condiz com que você sempre almejou ao longo dos anos. O que você conquistou? Qual foi seu crescimento? Há como crescer ainda? Você é feliz com o que faz? Se sente realizado? Muitas vezes a falta de sentimento de realização no trabalho tem a ver com a ganância e não com a ambição. Quando seu foco é dinheiro, sucesso a todo custo, poder irrestrito, o vazio será algo inevitável. Não existe nada pior do que uma vida sem ambição correta. Ambição viável é requisito básico para qualquer pessoa que queira sair da estagnação. Pessoas sem ambição são pessoas que, apesar de muitas vezes não saberem e não se aperceberem, são conduzidas pelas circunstancias e pelas pseudo-oportunidades, pois quando temos uma só opção para seguir, ela não é uma  oportunidade, mas será A OPORTUNIDADE. Não há escolha quando deixamos que as pessoas e os eventos conduzam nossa vida. Tenha ambição no sentido positivo da palavra.  

3.     Nos relacionamentos: reate o que foi cortado. Vitória na vida sem ter com quem comemorar, é derrota! É como um corredor de fórmula 1 que estoura uma champanhe sozinho e diz consigo mesmo: eu sou campeão! Que infelicidade é alguém não ter com quem dividir suas vitórias. Aliás, vitória sozinho pode ser um indício de que sua ambição, na verdade, era ganância. Vitória sem Deus é derrota, pois você pode ganhar o mundo todo e perder sua alma (Mt 16.24). Vitória sem família, amigos, significa que sua queda também será solitária. Muitas pessoas só descobrem o valor disso quando perdem tudo. Deixe de dar comida a um leão de criação e descubra se realmente ele é seu amigo. Ter amigos cercado de ouro é o mesmo que nadar em mar de tubarão de barriga cheia, uma hora a fome volta. Portanto, a verdadeira amizade e relacionamentos devem ser cultivados. Não existe amizade sem interesse; mas amizades interesseiras, não são amizades. Busque relacionamentos verdadeiros e de interesses compartilhados e saudáveis: Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. Ec 4. 9-12.

4.     Casamento e filhos: renove seus laços com seu cônjuge. Olhe para o passado com olhar de misericórdia e veja as grandes lutas que enfrentaram. Cultive o amor mútuo, pois por mais defeituoso, pecador que seja seu cônjuge, vocês se uniram em torno de uma aliança que fizeram com Deus e movidos por um sentimento que, se for regado, voltará a brotar. Muitas pessoas pensam que é mais fácil abandonar o que está pronto do que renovar o que ficou embotado pelo tempo. Entretanto, quando você dá um polimento em um tesouro, você descobrirá que o brilho sempre estava lá! Faça projetos alcançáveis para seu casamento e família. Além do mais, por mais pecador que seja seu cônjuge, lembre-se que você é o maior pecador que você conhece. Além de Deus, ninguém te conhece tanto como você mesmo. Seu cônjuge tem que ter muita paciência e misericórdia com voc também.

5.     Filhos: Crie-os na admoestação do Senhor. Dê limites a eles, amor, carinho, cuidado, e ensine as Sagradas Letras. Crie filhos saudáveis: não passe suas frustações ou projeções para eles (difícil, não é?). Tente criá-los por princípios e sirva de modelo, pois as pessoas, principalmente as crianças, copiam mais modelos do que necessariamente seguem instruções. Nossos filhos são dádiva do Senhor, portanto, cuide deles com carinho e zelo, pois somos apenas mordomos deles, ou seja, antes de serem nossos filhos, eles são do Senhor. Antes de serem embalados pelos nossos braços, eles foram idealizados pelo Senhor e criados pelo nosso mui bondoso Pai. Por incrível que pareça, ELE cuida e os ama mais do que nós. Nós precisamos entender os filhos como herança do Senhor e, assim como o Senhor nos deixa herança, nós também devemos deixar: “O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo. Pv 13:22.  Em uma sociedade sem Deus, nossos velhos são entregues à sorte, mas, aqueles que criam seus filhos nos ensinos do Senhor, entendem que os filhos são a certeza que a nossa velhice será amparada: “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais. Pv 17:6. Devemos entender filhos como bênção! Se você pensa que seus filhos são uma maldição para você, você está em pecado.  Veja como o Senhor os enxerga:  Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava; não será envergonhado, quando pleitear com os inimigos à porta”. Sl 127. 3-5.

6.     Conselhos saudáveis e práticos: Diga às pessoas que você as ama, o tempo passa tão rápido, como esse ano que passou. Não perca tempo: fale que ama, gosta, e que essas pessoas são importantes para vocês. Como adultos maduros sabemos que as pessoas que estão hoje conosco podem se ausentar brevemente pela morte ou outra circunstâncias. Evite as brigas desnecessárias. Seja sincero, mas não mal educado. Sincero em amor. Diga com precisão o que quer dizer, mas com o tempero do amor: “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Pv 27:5 .   “Pague sempre o mal com o bem: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. Rm 12:21 .  Evite conflitos e brigas desnecessárias: Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; Rm 12: 17,18.


Seja ambicioso querido! Jano não poderá te ajudar, mas o nosso Senhor Jesus poderá te fazer uma nova criatura e lhe trazer um novo olhar sobre a vida presente e a vida futura. Termino com as palavras de Paulo: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. Fp 4:8


Feliz ano bom! Feliz ano novo!
Rev. Ricardo Rios Melo








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