Postagens

Mostrando postagens de 2012

O ano novo e a materialização da fé

Imagem
O ano novo e a materialização da fé Ano novo chegando. Novas perspectivas, promessas, projetos, sonhos, dietas, quebra de vícios e a velha canção: “adeus ano velho, feliz ano novo, (...) muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”. Vindas da cosmovisão do homem caído e destituído da glória de Deus, não há novidade nessas esperanças terrenas. Aliás, essas esperanças em si mesmas não são problemáticas. O que tem demandado atenção é o que as pessoas que se autodenominam cristãs têm creditado como esperança de ano novo. Recentemente, em uma rádio dita evangélica, escutei a seguinte entrevista: “- O que você conseguiu?” (pergunta o locutor). “- Eu nunca tive um carro e consegui nessa campanha” (fala o entrevistado). A programação continuou e as pessoas começaram a dizer que não tinham casa e conseguiram-na, não tinham uma empresa e conseguiram-na etc. Esse tipo de programa confronta, de maneira muito clara, a “programação” apostólica, pois os discípulos tinham tudo e Jesus disse que e…

“Águas passadas não movem moinho”

Imagem

“Sem lenço e sem documento” – uma análise do crente moderno

Imagem
“Sem lenço e sem documento” – uma análise do crente moderno Por: rev. Ricardo Rios Melo
Essa frase ficou consagrada na canção de Caetano Veloso, “Alegria, Alegria”, lançada em plena ditadura no ano de 1960. A música fazia uma crítica inteligente ao sistema ditatorial e aos seus efeitos devastadores na sociedade da época. Era um período difícil em que falar contra o regime imposto era perigoso e, em muitos casos, mortal. Destarte, a minha intenção é usar apenas a frase da música “sem lenço e sem documento”. Essa expressão retrata a ideia de alguém que anda sem objetos importantes para sair de casa na época da escrita. Hoje, ainda é importante sair com o documento de identidade. Alguns acrescentariam celular e acessórios; contudo, a identificação de uma pessoa ainda é uma exigência legal. Andar sem uma identificação é sempre perigoso. Se uma autoridade pará-lo, você poderá ter sérios problemas. É como dirigir um carro sem habilitação. Você pode até saber dirigir, mas você não está autori…

Qual a semelhança entre Elize Matsunaga e Madre Teresa de Calcutá?

Imagem
Qual a semelhança entre Elize Matsunaga e Madre Teresa de Calcutá?
Certamente, algumas pessoas se assustarão com esse título. Mas, a minha intenção é estabelecer uma reflexão sobre o ser humano. Se existissem extraterrestres e eles viessem ao mundo em dois momentos: na primeira situação em 1910, mais precisamente no dia 26 de agosto, e acompanhasse a história de Agnes Gonxha Bojaxhiu (beata Teresa de Calcutá). Certamente, voltariam para o seu planeta, caso fossem evoluídos, achando que a humanidade tinha jeito. O ser-humano seria definido como compassivo, misericordioso, propenso à fidalguia. Agnes Boajaxhiu foi um exemplo de humanitarismo e de abnegação. Se pinçássemos apenas Madre Teresa de Calcutá como a verdadeira mostra da humanidade, estaríamos perto da definição do que é o homem? Antes de respondermos, vejamos outro exemplo. A nave desses alienígenas fictícios pousa na terra em uma segunda situação, século XXI, mais exatamente em 2012. Uma jovem mulher de 30 anos, antes pobre, an…

Penso, logo tenho culpa.

Imagem
Penso, logo tenho culpa.




René Descartes (1596- 1650), considerado pai da filosofia moderna, postulou a seguinte “fórmula” filosófica: cogitoergosumi (penso, logo existo).Esse pensamento gerou o que é denominado de racionalismo. Apesar dos pensamentos de Descartes formarem algo de suma importância para a compreensão do pensamento moderno, não é pretensão desse arrazoado falar sobre esse profundo assunto.

A alusão a esse ícone da filosofia se faz, por conta de sua famosa frase: penso, logo existo. Gostaria de trabalhar com a ideia de que todo homem pensa. Logo, todo homem sente culpa. A ausência da culpa em qualquer ser humano, no mínimo, é um sinal de sociopatia ou de perversão humana. O homem sem culpa é um homem desumanizado.

Talvez uma das maiores mentiras contadas ao homem pós-moderno seja a proposta de uma sociedade sem culpa; a égide social que apadrinha o egoísmo e aplaude o narcisismo patológico; o outro tornar-se apenas um objeto para satisfação do meu desejo.

Quando eu não ente…

Os miseráveis

Imagem
Os miseráveis
Esse título já foi usado por Victor Hugo em sua obra: Os Miseráveis. O livro conta a história de um homem chamado Jean Valjean que é condenado a passar dez anos preso nas galés por ter roubado comida para se alimentar. Valjean perde a crença nas pessoas, pois sofre o preconceito por sua condição de prisioneiro em condicional. Depois de um tempo, Valjean é acolhido por um bispo chamado: Bienvenu. Apesar de ser bem recebido pelo bispo, ele mostra sua ingratidão ao roubar objetos de valor. A polícia encontra Valjean com o produto do furto e identificam os pertences do bispo Bienvenu. Então foi levado pela policia para enfrentar uma acareação com o bispo. A surpresa fica por conta da reação do religioso, ao ser inquirido pelo policial sobre se a prataria era dele. Bienvenu diz que deu para Valjean tudo e que ele tinha esquecido os castiçais. O livro é muito bem escrito e instigante.
O que eu gostaria de comparar nesse arrazoado é sobre a ideia de miséria no sentido natural d…