O que é mais importante em sua vida?


O que é mais importante em sua vida?

Essa pergunta pode ser respondida de diversas maneiras: família, bens, estabilidade, saúde, filhos, marido, esposa, emprego entre outras.

As pessoas estão correndo atrás da sobrevivência e da ascensão social. Não é exagero dizer que se gasta uma boa parte da vida se preparando para um bom emprego para se aposentar bem; ou seja, preparo para uma possível ociosidade segura.

Os mais prevenidos fazem poupanças e economizam a vida toda para terem um bom pé-de-meia e descansarem na melhor idade. Bom, é claro que hoje muitos aposentados estão retornando ao mercado de trabalho e produzindo bastante.

Alguns indivíduos exageram tanto em guardar dinheiro que não usufruem nada do que guardam e se encaixam na seguinte parábola: “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20).

Guardar dinheiro, querer uma família feliz, estabilidade financeira, uma saúde perfeita: tudo isso é louvável e aceito. O problema é quando essas coisas estão acima do que é mais importante.

Em Mateus 6.33, Jesus é claro em nos mostrar o que é prioridade: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

O que significa buscar primeiro o Reino de Deus? Será que é buscar uma vida após a morte? Bom, isso também é verdade no sentido de que o Rei nos confere vida eterna em Sua presença. Mas, se repararmos nas Escrituras com mais vagar, veremos que o Reino está presente desde a época da vinda de Cristo: “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt 12.28). O Reino é chegado e o Rei já está assentado em seu trono.

Jesus tem poder sobre satanás. O valente armado foi amarrado: “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós. Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa. Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12.28-30). Nós éramos os bens que satanás, o valente armado, estava guardando em seu poder com bastante cuidado. Contudo, “Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele, vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos” (Lc 11.22). Jesus amarrou satanás e nos livrou do seu jugo.

Em Lucas 17.20,21, Jesus fala mais claramente que o Reino já está presente: “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”.

O que significa buscar o Reino de Deus? É viver em sua justiça hoje, glorificarmos o Rei como verdadeiros súditos. Devemos entender: “e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios” (Mc 12.33).

Todas as pessoas que um dia se converteram a Cristo já experimentam o Reino invisível de Deus em seus corações. A expulsão de satanás de nossas vidas mostra, claramente, que Jesus tem poder sobre o “príncipe deste século”. O Reino tem duas características: uma presente e outra futura. O Reino já está presente desde a época de Cristo, mas terá sua consumação em Sua volta.

Em Atos 2.29-36, há uma visão inequívoca do reinado presente de Cristo: “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

Pois bem, o Reino que devemos buscar é presente e futuro. Devemos viver, no presente, o Reino de Deus, que já se concretizou com a vinda, morte e ressurreição de Cristo. Devemos aguardar e anelar pelo Reino vindouro, no sentido de sua plenitude. O Reino, portanto, é algo que começou na vinda do Filho e se completará em Sua volta. Buscar o Reino é vivê-lo hoje!

Quando Jesus fala sobre a busca do reino em primeiro lugar, ele antes se refere aos Gentios que ficam preocupados com que irão comer, vestir: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas (Mt 6. 25-32)”. Vejam que, nesse texto, Ele não nos garante riquezas e prosperidade, mas sim, sustento nas necessidades se buscarmos em primeiro lugar o Seu Reino: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). “Estas coisas” se referem à bebida, comida e vestuário. O salmista declara: Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão (Sl 37.25). Vejamos que não é o evangelho da prosperidade, mas sermos prósperos em Deus.

Devemos aprender o contentamento: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4.11-13).

Muita gente tem buscado prosperidade, vida melhor. Poucas pessoas têm se preocupado com Reino. Os cultos públicos das igrejas que pregam a Palavra com fidelidade, em boa parte, são pouco freqüentados. Quase não há engajamento nas atividades da igreja e muito menos no testemunho pessoal. As pessoas foram corroídas pela falta de tempo ou de seu planejamento. O Reino foi deixado para último plano. Muitos estão se comportando como os gentios de quem Jesus fala em Mateus 6. Grande parte da igreja se esqueceu da providência de Deus, de olhar para os lírios do campo. Vivem na roda da vida, ou seria, roda da morte?

Qual é sua prioridade? O que você busca em primeiro lugar? O que é mais importante em sua vida? Tenha muito cuidado com sua resposta, pois ela pode denotar sua real situação: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26).

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Rev. Ricardo Rios Melo

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