quinta-feira, 30 de abril de 2009

1º de maio, dia do trabalho

Há algo de muito interessante no dia do trabalhador. Já começa pelo simples fato de ele ser um feriado. Você não acha interessante comemorar o dia do trabalho não trabalhando? Há certa alegria em não trabalhar nesse dia e em qualquer outra dia, não acham? As pessoas ficam tão felizes pelos constantes feriados – bons motivos para não trabalharem.

Por outro lado, acho que os desempregados devem ter certa tristeza nesse dia, pois o dia do trabalho não significa mais trabalho e não garante emprego aos desempregados.

O país também sofre com os constantes feriados no Brasil. Não são raras as tentativas de minimizar os feriados e suas influências econômicas. “O Brasil deve perder até 5% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 155,6 bilhões, com as paralisações para os feriados nacionais e estaduais em 2009, segundo divulgou, nesta quarta-feira, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Ao contrário do que aconteceu em 2008, das 12 folgas nacionais do próximo ano, 11 vão cair em dias úteis. Já das 39 estaduais, 29 ocorrerão entre segundas e sextas-feiras.  O estudo aponta que parte dos bons resultados econômicos obtidos pelo País neste ano se deve à menor quantidade de feriados em dias úteis em uma década, com apenas oito de 12 folgas nacionais caindo em dias úteis. (...) O valor diário estimado para as perdas por dia parado, em 2008, é de R$ 11,6 bilhões. Para 2009, com a correção e o crescimento previsto do PIB, esse valor aumenta para R$ 12,9 bilhões”.[1] 

O interessante é que a metade dos feriados são religiosos, perpassando um valor de perda de, aproximadamente, R$ 64 bilhões, sem contar com os dias de carnaval que tem sua origem em cerimônias religiosas.[2]

Talvez pareça que não gostemos de feriados ou que não queiramos descansar, uma espécie de workaholic (viciado em trabalho), não é nada disso. Gostaria de aproveitar a oportunidade para demonstrar o quanto o trabalho perdeu suas características originais.

Comecemos com a introdução do trabalho na história da humanidade, trazendo a perspectiva bíblica.

Temos que entender que o trabalho foi introduzido antes da queda do homem: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2.15). Portanto, é uma blasfêmia querer matar o inventor do trabalho, não acham?

Seguindo a premissa de que Deus criou o trabalho antes da queda, temos que deduzir que esse trabalho era feito com prazer e em submissão ao nosso “patrão”, Deus. Entretanto, após a queda, o homem encontrou o desprazer no trabalho: E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3. 17-19).

Em fadigas o homem passa a obter o seu sustento! A palavra Nwbue (‘itstsabown), significa: pesar, trabalho árduo – sua raiz “‘atsab” refere-se tanto à dor física quanto à emocional.[3] O homem, que tinha prazer em trabalhar antes da queda, agora cultivará a terra e se susterá em meio a dores. Portanto, o inventor do trabalho árduo e doloroso é o pecado cometido por Adão.

O inventor do “feriado” ou do descanso é também Deus: “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gn 2.2). “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn 2.3).  Deus não é contra o descanso. É claro que o descanso a que Deus se refere tem uma conotação mais ampla. “A santificação do Sábado indica que o Senhor da criação estabeleceu o modelo pelo qual Ele deve ser honrado como Criador. É certamente apropriado que se separe tempo par ao culto a deus. Mediante a santificação do Sábado, Deus indicou que espera que os homens apresentem regularmente a si mesmos , bem como os frutos do seu trabalho, para serem consagrados diante dele. (...) Israel não guardou somente um sábado semanal. Em acréscimo, a nação foi instruída a guardar tanto o ano sabático quanto o jubileu sabático. Uma vez, em cada sete anos, a terra devia guardar um sábado ao Senhor (Lv 25.1-7). O propósito deste descanso era proteger a terra do abuso, tanto quanto prover alento ao homem. A própria terra devia desfrutar de um descanso sabático, um sábado ao Senhor” (Lv 25.4). Embora a terra estivesse à disposição do homem, esta disposição não era destituída de restrição. Num sentido muito especial, a terra era do Senhor. Ao mesmo tempo, o ano sabático indicava alguma coisa a respeito do homem em relação ao mundo. O homem não devia ser cativo da criação. O grande propósito para o qual existia o povo de Deus não devia ser encontrado no ‘lavrar ininterrupto” da terra. Ao contrário, o povo de Deus devia viver ‘no gozo pacífico dos frutos da terra’”[4]

João Calvino faz um resumo da aplicação do sábado para nós: “primeiro, que nos congreguemos em dias determinados para ouvir a Palavra, para partir o pão místico, para as orações públicas; segundo, para que se dê descanso aos servos e aos operários e relaxações do seu labor. Paira, além de dúvida, que a preceituação do sábado, o Senhor teve em mira a ambas, amplo testemunho tem a primeira, mesmo que seja só no uso do judeus. A segunda gravou-a Moisés no deuteronômio, nestas palavras: ‘para que descanse teu servo, e tua serva, assim como também tu; lembra-te de que também tu mesmo forte servo no Egito’ (Dt 5.14,15). De igual modo (ex 23.12); quem há de negar que uma e outra nos convém, exatamente como convinha aos judeus?”[5]

Ao vermos que Deus é o inventor do trabalho e do descanso, já podemos avaliar melhor a idéia de trabalho para Deus. O homem não foi feito para ser escravo do trabalho e buscá-lo como um fim em si mesmo, não! O homem trabalha como uma dádiva divina. É um privilégio o trabalho para homem. Entretanto, por causa do novo patrão que a humanidade escolheu, a saber, o pecado, o homem não tem mais prazer em trabalhar.

O descanso, que também é instituído por Deus, vem como um alívio para o homem e uma advertência de que o propósito da criação do trabalho não é escravizar o homem. O homem deve descansar de todo o seu labor, como também seus servos, animais e a própria terra. O princípio bíblico é o equilíbrio. Se tivéssemos esse equilíbrio, não precisaríamos de movimentos e ONGS ecológicas, pois o homem saberia respeitar a criação. O domínio que Deus deu ao homem sobre a criação não é escravidão.

O homem tem colhido os frutos amargos desse desequilíbrio: temos os workaholics, os preguiçosos (sobre esses, Provérbios manda aprender com as formigas: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio” Pv 6.6), temos também os gananciosos que se escravizam para o ter em detrimento do ser: “tal é a sorte de todo ganancioso; e este espírito de ganância tira a vida de quem o possui” (Pv 1.19).

Nesse dia do trabalho, temos que considerar o desequilíbrio causado pelo pecado. O homem moderno não tem mais tempo para a família, o lazer e, principalmente, para Deus. Não existe mais a idéia de descanso. Com o avanço tecnológico, nós passamos mais horas trabalhando, pois ao chegarmos às nossas casas, vamos direto para o computador trabalhar e acessar as informações do mundo globalizado; pois “tempo é dinheiro”. E o que dizer do celular que não nos deixa esquecer que somos seres prontos para trabalhar a qualquer hora em qualquer lugar?

O consumismo desenfreado gerou uma crise de necessidade, pois nem sempre queremos o que precisamos ou necessitamos, mas necessitamos o que desejamos. A idéia é simples: não sabemos quais são as nossas reais necessidades, pois o mercado toma conta delas para nós. Um exemplo simples é a corrida pelo tamanho da TV. Quem não gostaria de ter uma TV de 46 polegadas? Contudo, já existem TVs de 269 polegadas. Veja, não estamos falando que isso é ruim, não. Pelo contrário, é um ótimo divertimento. Mas, a necessidade se confunde com o desejo de consumo.

Não devemos ser contra a tecnologia e a possibilidade de alguém ter um cinema em casa. O que devemos questionar é se estamos detectando as reais necessidades. Se você pode ter uma TV de 269 polegadas e, ao mesmo tempo, cumprir suas obrigações diárias e seu amor ao próximo e a Deus, tudo bem! Mas, se para obter o que está além do seu alcance você terá que se ausentar do lar por um período maior e perder seus dias de descanso para obter algo que não é necessário, algo está de errado em sua vida. Você deixou o desejo tomar conta de você.

Sem dúvidas, todos nós queremos o conforto de uma vida tranqüila e usufruir da beleza do mundo que Deus nos confiou como mordomos e das possibilidades criativas dos homens. Entretanto, temos nesse dia do trabalho que relembrar da essência do trabalho. Todos os domingos celebramos o dia do trabalho da seguinte forma: Cultuamos a Deus e descansamos de todo nosso labor. Nesse dia, o domingo, vamos celebrar o Autor do trabalho e do descanso, DEUS! E relembremos que haverá um dia de descanso: “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4. 9-11).

 

Feliz dia do trabalhador!

 

Rev. Ricardo Rios Melo

 

 

 

 

 

 

 

 



[3] R. Laird Harris, et alli.; Dicionário Intercional de Teologia, São Paulo, Vida Nova, 1998, p. 1155,1156.

[4] Palmer O. Robertson, Cristo dos Pactos, Campinas – SP, Luz Para o Caminho, 1997, p. 63,64.

[5] João Calvino, As Instituas , 2ª ed. São Paulo, Cultura Cristã, 2006, p. 156.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O que você fez durante 23 anos[1]?

Essa seria uma boa pergunta a nos fazermos durante qualquer período de idade. O que fez até o presente momento? Seria uma espécie de balanço do que fizemos durante a nossa vida; quais foram os nossos supostos fracassos e as nossas vitórias. Após esse balanço, deveríamos equalizar o aprendizado para melhorar o futuro.

Epicuro (341a.C) dizia que a busca principal para o homem seria o princípio do prazer: o homem deveria buscar a alegria e o prazer e evitar a dor. Apesar desse pensamento hedônico, ele tem uma frase bastante instigante: "Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades".

Não devemos fugir das adversidades ou das pedras que encontramos no caminho, apenas devemos usá-las para crescer e construir muros mais fortes. Quinto Horácio Flaco, que nasceu em Roma, no ano 65 a.C., foi um dos maiores poetas de Roma e um dos primeiros homens da história da filosofia a acreditar em vida após a morte. Ele dizia que “na adversidade conhecemos os recursos de que dispomos”. Isso, certamente, pode ser dito de cada um de nós. É nos momentos de dificuldade que sobressaem os grandes líderes da história da humanidade e as grandes nações se levantam. O que seria do Japão, que foi assolado pela 2ª guerra mundial, se não acreditasse nisso?

A nossa história nunca poderá ser resumida em somente vitórias ou somente fracassos. Seria limitar por demais a beleza do movimento da humanidade. A história sempre é feita de particularidades que se juntam para formar um todo não resumido. Ou seja, ao juntarmos o todo da história, nunca esgotaremos a história propriamente dita.

Os novos historiadores ou historiadores da nova escola - Escola dos Annalles, fundada por Marc Bloch e Lucian Febvre, questionam o conceito postulado até então pelos historiadores tradicionais de uma visão unilateral dos acontecimentos dos fatos. Os fatos não possuem uma data específica que os marque, mas são conseqüências de um processo histórico que envolve tudo que pertence à vida e importa para o desenvolvimento humano. A história não seria apenas explicada como acontecimentos econômicos ou pelas lutas de classes, mas, como um conjunto de fatores que integram a vida.

Olívia Pavani Naveira, historiadora formada na USP, explica-nos, de maneira clara, o pensamento desses “novos” historiadores (teoria fundada em 1929): “Os Annales defendem que a tarefa das ciências humanas é explicar o social complexificando-o e não simplificando através de abstrações”.[2]

Ao fazermos essa retrospectiva histórica, tanto nos fundamentos como na prática, queremos nada mais, nada menos, enfatizar a importância de olharmos para a história de nossa Igreja: Igreja Presbiteriana Memorial da Barra. Quantos risos? Quantas lágrimas? Quantos detalhes que compõem o todo de nossa história? Quanto aprendizado, hein? Em cada rosto, uma história. Em cada história, uma pedra que compõe o prédio de nossa história (igreja). Quantas pessoas nos deixaram e com elas foram nossas histórias conjuntas? Contudo, sem dúvidas, ficaram histórias a serem lembradas e contadas aos nossos filhos e novos irmãos.

A história da IP Memorial não é feita apenas de lágrimas ou só de alegrias; é feita de gente: pessoas que trazem consigo medos, angústias, alegrias, frustrações e realizações, esperanças, enfermidades, vitórias e, sobretudo, confiança no SENHOR da história.

Queridos, se passamos por tantas desventuras e prazeres, nenhum desses momentos escapou das mãos do SENHOR da História! Os pequenos detalhes de nossa vida e de nossa igreja estão nas mãos soberanas do nosso Senhor.

Prossigamos para o Alvo, pois “não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mt 10.29).

É nosso aniversário e momento de alegria: “os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl 126.5).

Parabéns, Memorial! Deus nos abençoe!

Rev. Ricardo Rios Melo








[1] Três anos de congregação e vinte anos de igreja. Mensagem de aniversário da IP Memorial da Barra
[2] Olívia Pavani Naveira, Os Annales e as suas influências com as Ciências Sociais: http://www.klepsidra.net, acesso 17/04/2009.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

ELE É A NOSSA RESSURREIÇÃO II – uma breve reflexão sobre a Páscoa


“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (I Co 1.20).

Nesse período de Páscoa, muitas pessoas se lembraram de ovos de chocolates, santos milagreiros (das causas urgentes), comer peixes e fazer penitências – outros se lembraram da fraternidade e mensagens de esperança e paz. Mas, qual será o verdadeiro sentido da Páscoa? Será que é apenas uma tradição judaica que passou para o Cristianismo? Será que a Páscoa é apenas uma festa para reunir a família numa grande ceia? Claro que não! Em nenhum desses sentidos dados é refletido o verdadeiro ensino da Páscoa.

A Páscoa, sem dúvidas, tem o seu fundamento na instituição do Antigo Testamento. Era a “Festa em que os israelitas comemoram a libertação dos seus antepassados da escravidão no Egito (Êx 12.1-20). Cai no dia 14 de NISÃ (mais ou menos 1 de abril). Em hebraico o nome dessa festa é Pessach. A FESTA DOS PÃES ASMOS era um prolongamento da Páscoa (Dt 16.1-8).”[1] Nesse ritual era oferecido um cordeiro sem defeito para ser imolado e depois servir de alimento para as famílias – o seu sangue deveria ser passado pelas ombreiras e pelas vergas das portas, porque naquele dia o anjo do Senhor passaria e feriria os primogênitos do Egito. Mas, as casas que estivessem com o sangue seriam poupadas.

Você deve estar se perguntando o que tem a ver isso com a “nossa Páscoa”? Tem tudo a ver! Pois o cordeiro puro, o sangue, os pães asmos eram símbolos do Cordeiro Pascal que é Cristo (Jo 1.36). A Páscoa não significa somente um momento histórico distante da nossa realidade. Ela simboliza o cancelamento dos nossos pecados através de Cristo. Todo aquele que já recebeu Cristo como Senhor e Salvador de sua vida já está protegido pelo sangue do Cordeiro que foi morto na cruz do calvário. Mas não só isso! A Páscoa simboliza também a vitória de Cristo sobre a morte -, e com Ele também a nossa ressurreição, pois “...sendo ele as primícias dos que dormem”, Ele foi o primeiro dentre muitos daqueles que já o receberam em sua vida, que naquele grande dia ressuscitarão dos mortos, pois quem está em Cristo é nova criatura: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5:24).

Rev. Josafá Vasconcelos, nos ajuda a entender o sentido da Páscoa: “na verdade, a Páscoa quanto festa veterotestamentária, teve seu cumprimento no advento de Cristo. O cordeiro pascal era tipificado na celebração ordenada por Moisés desde a saída do Egito e seu cumprimento foi confirmado pelo apóstolo Paulo em ICor 5:6, quando diz que “Cristo é a nossa páscoa que foi sacrificado…” e quando diz para “celebrarmos a festa” (vs7), Ele quer dizer, participarmos da Santa Ceia, com “os asmos da sinceridade e da pureza” [2]

A santa Ceia, hoje, é a continuação da páscoa, pois ela simboliza o cordeiro pascal que é Cristo e possibilita o participante, que já está em Cristo, ter uma verdadeira comunhão espiritual com Ele. “Antes da sua morte, Jesus celebrou a Páscoa com seus discípulos (Lucas 22.7-20), e naquela ocasião instituiu a Santa Ceia. O pão que era comido com o cordeiro na páscoa foi consagrado para um novo uso pelo Senhor, e o vinho foi usado como segundo elemento na ceia. Desta forma percebemos que a Páscoa foi substituída pela Ceia. Jesus colocou fim na celebração da páscoa naqueles moldes e instituiu a Santa Ceia que é celebrada por nós até hoje. Naquele momento, Jesus estava dizendo que se entregaria em nosso lugar, e derramaria o seu sangue por nós. E assim como o sangue de um cordeiro livrou os primogênitos da morte e as famílias da escravidão no Egito, assim também o sangue de Cristo nos libertaria do pecado. Os sacrifícios pascais, oferecidos há séculos, tinham significado simbólico e apontavam para Cristo que haveria de ser apresentado em nosso lugar em sacrifício. Paulo disse que Jesus Cristo é o nosso cordeiro pascal (1 Coríntios 5.7) que morreu por nós, mas ao terceiro dia ressuscitou e vive à direita de Deus Pai, intercedendo por nós, de onde haverá de vir para julgar o mundo com justiça”.[3]

A verdadeira Páscoa significa a morte e, principalmente, a vitória de Cristo, pois a Sua ressurreição é a nossa garantia de vitória sobre a morte. Nós que já morremos com Ele (morremos para o mundo), ressuscitaremos com Ele. Entretanto, não podemos nos esquecer que já estamos unidos com Ele, e sendo assim, devemos aguardar em santidade e novidade de vida o dia da grande colheita, onde o Agricultor colherá para Si os frutos, nós!

Que Deus nos abençoe e nos faça proclamar a verdadeira Páscoa para esse mundo perdido em suas crendices!
Rev. Ricardo Rios Melo


[1] Dicionário da Bíblia Almeida in: Bíblia On-line 3.0.
[2] http://www.iphr.org.br/2008/09/por-que-nao-comemoramos-a-pascoa/
[3] Rev. Paulo Ribeiro Fontes, http://www.ebenezer.org.br/Download/Boletim/bo070408.pdf

Uma igreja relevante

Uma igreja relevante Há muito se fala de que a igreja precisa ser relevante. Arautos da Teologia da Missão Integral dizem que a igreja...